"Vivo em busca da construção de um sonho tenho amor tenho fé e coragem o suficiente para alcança-los, tenho medo, sim de altura, mas
vivo caindo nos meus abismos particulares o que me da forças pra me reerguer e
seguir em frente, gosto de ler e as vezes traço algumas linhas no papel porém o
que sou ainda não sei muito bem, mas sei o que devo ser e quem quero ser...

Um dia eu chego lá, toda manhã sinto que cresci um pouquinho e sei que daqui a pouco nem eu me alcanço mais sou maior do que penso ser..."

(Laisa Rosinski)


08/11/09

Martha Medeiros / Incertos amores/ Martha Medeiros

"Incertos são nossos amores, e por isso é tão importante sentir-se bem mesmo estando só."

04/11/09

Tudo o que você não soube - Fernanda Young - Fragmento

Sou obsessiva. Completamente.
De certa forma,creio que essa caracteristica tenha me ajudado
a ser quem sou, mas ela é burra no que se refere ao amor.
Eu quero que o outro - qualquer um, qualquer um,
qualquer um mesmo, quando esse um está disfarçado
em nomes proprios - tenha a noção de como seria incrivel viver
aquele um- pouco- a mais comigo.
Os meu desejos...
Os meus prazeres...
Os meus segredos...
As minhas taras ...
As minhas reticências...
Mas a minha maior burrice é não perceber que não ter esses momentos
não significa que nada disso exista.
E existir é o melhor que tenho a fazer, ponto.
Posso estar bem comigo mesma.

03/11/09

Fernanda Melo/ Fragmento/ Te perdi

"Fui feliz. Fui triste. Te perdi. Me encontrei. Assim é a vida. "

25/10/09

Mais uma canção de amor barato/ Laisa Rosinski

Preciso que você ouça a música do meu coração para que no compasso se dance mais uma valsa de ilusão. Para que no teu abraço eu possa escrever mais uma canção De amor barato sem amasso beijo nem laço.

Vo0ar / Frase / Caio Fernando de Abreu

Vem, antes que eu me vá,
antes que seja tarde demais.
Vem, que eu não tenho ninguém
e te quero junto a mim.
Vem, que eu te ensinarei a voar.

18/10/09

Caio Fernando de Abreu ; Fragmento; Vai passar

Vai passar Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe?
O verão está ai, haverá sol quase todos os dias, e sempre resta essa coisa chamada “impulso vital”.
Pois esse impulso às vezes cruel, porque não permite que nenhuma dor insista por muito tempo, te empurrará quem sabe para o sol, para o mar, para uma nova estrada qualquer e, de repente, no meio de uma frase ou de um movimento te supreenderás pensando algo como “estou contente outra vez”. Ou simplesmente “continuo”, porque já não temos mais idade para, dramaticamente, usarmos palavras grandiloqüentes como “sempre” ou “nunca”.
Ninguém sabe como, mas aos poucos fomos aprendendo sobre a continuidade da vida, das pessoas e das coisas.
Já não tentamos o suicidio nem cometemos gestos tresloucados. Alguns, sim - nós, não. Contidamente, continuamos. E substituimos expressões fatais como “não resistirei” por outras mais mansas, como “sei que vai passar”.
Esse o nosso jeito de continuar, o mais eficiente e também o mais cômodo, porque não implica em decisões, apenas em paciência.
Claro que no começo não terás sono ou dormirás demais.
Fumarás muito, também, e talvez até mesmo te permitas tomar alguns desses comprimidos para disfarçar a dor.
Claro que no começo, pouco depois de acordar, olhando à tua volta a paisagem de todo dia, sentirás atravessada não sabes se na garganta ou no peito ou na mente - e não importa - essa coisa que chamarás com cuidado, de “uma ausência”.
E haverá momentos em que esse osso duro se transformará numa espécie de coroa de arame farpado sobre tua cabeça, em garras, ratoeira e tenazes no teu coração.
Atravessarás o dia fazendo coisas como tirar a poeira de livros antigos e velhos discos, como se não houvesse nada mais importante a fazer.
E caminharás devagar pela casa, molhando as plantas e abrindo janelas para que sopre esse vento que deve levar embora memórias e cansaços.
Contarás nos dedos os dias que faltam para que termine o ano, não são muitos, pensarás com alívio.
E morbidamente talvez enumeres todas as vezes que a loucura, a morte, a fome, a doença, a violência e o desespero roçaram teus ombros e os de teus amigos.
Serão tantas que desistirás de contar.
Então fingirás - aplicadamente, fingirás acreditar que no próximo ano tudo será diferente, que as coisas sempre se renovam.
Embora saibas que há perdas realmente irreparáveis e que um braço amputado jamais se reconstituirá sozinho.
Achando graça, pensarás com inveja na largatixa, regenerando sua própria cauda cortada.
Mas no espelho cru, os teus olhos já não acham graça.
Tão longe ficou o tempo, esse, e pensarás, no tempo, naquele, e sentirás uma vontade absurda de tomar atitudes como voltar para a casa de teus avós ou teus pais ou tomar um trem para um lugar desconhecido ou telefonar para um número qualquer (e contar, contar, contar) ou escrever uma carta tão desesperada que alguém se compadeça de ti e corra a te socorrer com chás e bolos, ajeitando as cobertas à tua volta e limpando o suor frio de tua testa.
Já não é tempo de desesperos.
Refreias quase seguro as vontades impossíveis.
Depois repetes, muitas vezes, como quem masca, ruminas uma frase escrita faz algum tempo.
Qualquer coisa assim:- … mastiga a ameixa frouxa.
Mastiga , mastiga, mastiga: inventa o gosto insípido na boca seca …

12/10/09

Anuncio / Clarice Lispector

Sendo este um jornal por excelência, e por excelência dos precisa-se e oferece-se, vou pôr um anúncio em negrito: precisa-se de alguém homem ou mulher que ajude uma pessoa a ficar contente porque esta está tão contente que não pode ficar sozinha com a alegria, e precisa reparti-la.
Paga-se extraordinariamente bem: minuto por minuto paga-se com a própria alegria.
É urgente pois a alegria dessa pessoa é fugaz como estrelas cadentes, que até parece que só se as viu depois que tombaram; precisa-se urgente antes da noite cair porque a noite é muito perigosa e nenhuma ajuda é possível e fica tarde demais.
Essa pessoa que atenda ao anúncio só tem folga depois que passa o horror do domingo que fere.
Não faz mal que venha uma pessoa triste porque a alegria que se dá é tão grande que se tem que a repartir antes que se transforme em drama.
Implora-se também que venha, implora-se com a humildade da alegria-sem-motivo.
Em troca oferece-se também uma casa com todas as luzes acesas como numa festa de bailarinos. Dá-se o direito de dispor da copa e da cozinha, e da sala de estar.
P.S. Não se precisa de prática. E se pede desculpa por estar num anúncio a dilacerar os outros.
Mas juro que há em meu rosto sério uma alegria até mesmo divina para dar.

05/10/09

Montanha-russa/ Martha Medeiros/ Fragmento / Torres Internas

"Já tive torres internas que foram ao chão.
Torres altas demais para mim, torres que nem chegaram a ficar concluídas
(as de dentro nunca se concluem),
torres que me exigiram esforço e que me deram prazer,
até que alguém, com uma frase,
ou com um gesto, as fez virem abaixo.
Tinha gente dentro, tinha eu."

04/10/09

Amor/Frase / Caio Fernando de Abreu

"Amor?
Não sei.
É meio paranóico.
Parece uma coisa para enlouquecer a gente devagar."

30/09/09

Caco Chanel/ Frase / Assas

Se você nasceu sem assas
não faça nada para
impedi-las de crescer.

29/09/09

Linhas Cruzadas/ Tati Bernardi

E agora que eu tenho certeza que você não é ‘aquele’, eu me descubro cagando um monte pra tudo isso. Porque você não é perfeito, mas o cara dos meus sonhos não tem o desenho da sua boca: com mais tinta do que contorno. O homem perfeito é um puta de um chato com seus cds cults e cartazes de filmes europeus pela sala. Você com aquele seu vinil incansável do Bob Marley é muito divertido, porque a gente briga até não agüentar mais por causa dele e depois faz as pazes transando do nosso jeito. Porque o homem perfeito é cheio de estripulias sexuais, mas eu detesto estripulias e adoro nosso jeito intenso de se amar cheio de inconformismos com a intensidade. Eu sonhei sim com esse cara, que me levaria tomar sopas quentinhas em lugares com jazz e olharia para mim a noite toda achando que maior diversão no mundo não poderia haver. Mas você com essa sua mania de encher de amigos as pizzarias e soltar um ou outro “irado” me faz te odiar tanto e querer tanto a sua atenção. E me faz querer tanto você daqui a pouco, porque você não enjoa. Você me cansa demais mas não enjoa. E quando você me cansa eu enfio a minha cabeça no fortinho do seu peito, eu que sempre odiei os malhados, e peço a Deus para que eu nunca desista de te odiar tanto assim, porque não pode existir ódio mais cheio de borboletas, notas musicais e passarinhos azuis. Eu quero sim te matar, porque você tem uma mania surda de responder todas as minhas perguntas com um “ãhhh?” enjoado, e eu quero te socar porque você já descobriu tudo o que me irrita e gosta de me ver assim. Mas quando qualquer outra coisa no mundo me irrita, eu lembro que eu tenho você pra me fazer sentir essa raiva nossa de sitcom inteligente. E sua cara de sonso despretensioso para a vida, enquanto eu coleciono rugas, berros e inchaços. A sua cara de que “não é comigo” vai muito bem com a minha máscara da agressividade que acredita que tudo é comigo. E o homem perfeito tem um beijo profundo e ritmado, que de tão melado e encaixável me deixa saciada de um jeito que encerra o meu desejo. E você tem um jeito caótico de me beijar meio burro, porque se eu vou para um lado, você vai para o mesmo. E é nesta única hora em que você não deveria concordar comigo, que você concorda. E eu nunca me dou por satisfeita, e acabo achando que a gente ainda nem deu o nosso primeiro beijo, o que me causa uma ansiedade de paixão inicial que não deixa o peito relaxar. E o homem das minhas ilusões me deixaria relaxar numa enorme cama amorosa, e acordaria inúmeras vezes para me ver dormir abraçada a toda a certeza que ele me daria com apenas um segundo de olhar. É cansativo viver sem vírgulas porque eu respiro a sua existência 24 horas por dia, e só coloco vírgulas teatrais para você não enjoar de mim. Te amar não é fácil, é quase o anti-amor. É muito quase como se você nem existisse, porque só o homem perfeito mereceria tanto sentimento. E eu te anulo o tempo todo dizendo para mim, repetindo para mim, o quanto você falha, o quanto você fraqueja, o quanto você se engana. E fazendo isso, eu só consigo te amar mais ainda. E a gente vai por aí, se completando assim meio torto mesmo. E Deus escrevendo certo pelas nossas linhas que se não fossem tão tortas, não teriam se cruzado.

Caio Fernando de Abreu/ Agradecimento / Frase

' Tenho agradecido por estar vivo e ter andado por todos os lugares onde andei e ter vivido tudo o que vivi e ser exatamente como eu sou.'

28/09/09

Fragmento / Tati Bernardi/ Indo embora

"E você continua indo embora, e eu continuo ficando, vendo você levar partes de mim que antes eu nem sentia falta. E você continua escrevendo sua história pulando linhas, errando palavras, esquecendo os títulos. E eu continuo escrevendo seu nome com letras cheias, para tentar preencher você de alguma maneira. Pra tentar deixar tangível a sua existência. E principalmente pra poder amassar o papel e jogar no lixo. "

Vinte e quatro motivos para ir a uma balada gay (por uma hetero)/ Texto/Tati Bernardi

Em primeiríssimo lugar: são as melhores pra dançar.
Tanto pela música quanto pela animação da pista.
-Você nunca vai precisar pagar o mico de inaugurar a pista.
Festas gays já estão sempre bombando ainda que você chegue cedo.
Eles começaram a festejar há mil anos e nunca mais pararam e nem vão. -Festas gays também nunca acabam, apesar de acabarem sempre em algum lugar ainda mais maluco.
-Só os gays entendem que dançar como uma devassa louca é super divertido e não quer dizer que você está a fim de sexo (muito menos de ser tratada como uma devassa louca).
-Por mais ridículo, insano ou indecente que seja qualquer ato que você cometer,
terá sempre alguém fazendo algo pior.
-Se você estiver linda vai causar inveja
No fundo, é o que toda mulher prefere.
-Você não precisa ficar na dúvida se o cara é gay. Ele é. -Se um cara falar que é macho, acredite.
Precisa ser macho para ir a uma balada gay.
-Homem idiota briga pra mostrar que é homem (e idiota).
Como ali ninguém quer mostrar nada e só se divertir, dificilmente sai porrada.
(No máximo uns tapinhas na cara interrompidos quando toca Madonna ou Justin).
-Caminhar um metro sem ter cabelos puxados, ombros cutucados e cintura beliscada é o sonho de qualquer mulher bacana
(se você fica contente quando mexem com você na obra você não é bacana e, pior, precisa urgente de um nutricionista).
-As “acéfalas-nasaladas-alisadas-caçadoras-de-namoradinhos-ricos-que-fazem-o-símbolo-de-paz-e-amor-de-ladinho-para-fotos-de-blogs-de-balada-playba” só vão nesses lugares quando estão super deprimidas e costumam vomitar em suas botas de camurça e franginha (e sola vermelha) inviabilizando as mesmas (e você, uma mulher bacana, injustamente mal tratada no colégio por não ser exatamente linda, pode se vingar delas).
-Às vezes, por alguma razão obscura da psique feminina, a sensação de dançar “encoxada” por doze amigos sarados, bem vestidos, cheirosos e felizes, melhora muito a auto-estima, ainda que na cama você termine sempre cercada unicamente por farelos do pacote de Amanditas.
-Estar num ambiente cheio de homens lindos que não te desejam e A CULPA NÃO SER SUA é libertador.
-Ao invés de sair da balada certa (mais uma vez) de que o pai dos seus filhos definitivamente não está numa balada, você já chega na balada com essa certeza. Poupa um tempo precioso.
-É badala pra exorcizar ao invés de ficar pagando de gata. E pagar de gata (empina bunda, chupa a barriga, arrebita os peitos, equilibra no salto, faz cara de mistério...) dá gases. -Quando você não quer agradar os homens, acaba agradando. Os poucos e valentes (e descolados!) machos da casa certamente vão reparar positivamente em você. -Toca Friendly Fires, Beck, Amy Winehouse, Basement Jaxx, Daft Punk, Hot Chip, Justice, LCD SoundSystem e o melhor do rock indie do momento numa versão “remix feliz, não se mate ainda”.
-Seu ex namorado não vai estar lá, o que significa que você não vai voltar pra casa querendo morrer (ou com ele, o que é pior). E se ele estiver lá, baby, tá tudo explicado.
-Se todo mundo dançar “moooito” e começar a suar, bicha não fede. No máximo “cheira” almiscarado.
-As poposudinhas de calças apertadas estão seguras: ninguém vai passar a mão na bunda delas. (ou vão mas é pra descobrir se a etiqueta da Diesel é falsa, ou seja, é pro bem).
-Não tem essa coisa machista tosca de “mulher até meia noite paga menos”. Você está lá como um deles, ou vice-versa (fiquei confusa agora).
-Gastar uma fortuna em roupas, sapatos, brincos, maquiagem e cabeleireiro finalmente poderá ser valorizado. (já a calcinha você pode botar aquela de algodão com o elástico esgarçado mesmo, bem mais confortável pra se acabar de dançar).
-Se um cara pedir seu telefone, ele com certeza vai ligar no dia seguinte.
Gay adora manter contato (ainda mais se o seu primo tiver ido junto com você).
-Se você encalhar na balada, tudo bem: todas as mulheres a sua volta encalharam também!

27/09/09

Teresa Maria Queiroz/ O teu silencio não fala

Só porque o silêncio te conforta e não falando sabes ninguém te entender , calas-te! Podia ser um grito fininho quase imperceptível. Como um fio vermelho que esvoaça numa rajada de vento e se balança com uma brisa, mas assim sem barulho, sem palavras, sem nada. Calado. Não te deixas descobrir com medo de que tudo não seja nada, receando que o nada, sejas tu . E com o teu silêncio, calas o que não falas, ouves só o que queres ouvir ignorando calado tudo o que alguém te pode fazer sentir. E aí ...aí onde estiveres, estarás seguramente assim, sentado inconfortavelmente... Observado por quem também não sabe falar, por quem comunica só com o olhar, e que se algum ruído fizer, fácilmente poderás mandar calar mesmo em silêncio. O teu silêncio não fala. Há silêncios que gritam, há silêncios que nos petrificam com o barulho das palavras por dizer, há silêncios ensurdecedores, há silêncios que nos arrasam, há silêncios que nos matam a esperança, há silêncios que nos calam, há silêncios que nos fazem reviver. Há silêncios ... e tantos deles se ouvem. Mas o teu, o teu silêncio não fala!