04/11/2008

Idealizar/ Martha Medeiros/ Fragmento

"A primeira lição está dada: o amor é onipresente.
Agora a segunda: mas é imprevisível.
Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados.
Ou receber flores logo após a primeira transa.
O amor odeia clichês.
Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza.
Idealizar é sofrer. Amar é surpreender."

Martha Medeiros/ Fragmento Ser Feliz

"Ser feliz de uma forma realista
é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas,
trabalhar sem almejar o estrelato,
amar sem almejar o eterno."

28/10/2008

Martha Medeiros/Topless/ Os livros da nova era

O livro não é um produto descartável: usou joga fora. Nunca fiz isso nem com o namorado, imagine com um livor que é muito mais útil.
Tem gente que diz que uma casa sem cortina é uma casa nua.
Eu penso o mesmo de uma casa sem livros.
É como se fosse habitada por pessoas sem imaginação,
que não tem histórias pra contar.

Martha Medeiros/ Divã /Fragmento

"Acredito em saudade, sei o quanto uma ausência pode doer, provocar contração muscular e até náusea. Ausência física, ausência da voz e do cheiro, das risadas e do piscar de olhos, saudade da amizade que ficará na lembrança e em algumas fotos."

25/10/2008

Sabor/Fragmento do livro Doidas e Santas/ Um poema filmado

A vida como uma estrada sem rumo,
a vida e seus sabores compartilhados,
um beijo também é compartilhar um sabor.

22/10/2008

Matando a saudade em sonho/ Martha Medeiros/ Crônica do livro Doidas e Santas.

Como vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença?
Através do sonho
A saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, às vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.Por sorte, é relativamente fácil exterminar a saudade de quase tudo e de quase todos, simplesmente pegando o telefone e ouvindo a voz de quem nos faz falta, ou indo ao encontro dessa pessoa. Ou daquele lugar que ficou na memória: uma cidade, uma antiga casa. Podemos eliminar muitas saudades, enquanto outras vão surgindo. A saudade do gosto de uma comida, de um cheiro do passado, de um abraço. Há muitas saudades possíveis de se conviver e possíveis de matar. A única saudade que não se mata é a de quem morreu. Matar, morrer. Que verbos macabros para se falar de nostalgia. Já ouvi vários relatos sobre a saudade que se sente de um pai, de um avô, de um filho, de uma amiga, dos afetos que nos deixaram cedo demais - sempre é cedo para partir, não importa a idade de quem se foi. Ficam as cenas guardadas na lembrança, mas elas se esvanecem, recordações são sempre abstratas. De concreto, palpável, tem-se as fotos e as imagens de gravações caseiras, mas de tanto vê-las, já não vemos. Já a sabemos de cor. Não há o rosto com uma expressão nova, a surpresa de um gesto inusitado. Como, então, vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença? Através do sonho.Uma mãe que perdeu seu filho quatro anos atrás me conta que todos em casa sonham com ele, menos ela. Para sua infelicidade, ela não tem controle sobre isso, simplesmente não recebe essa bênção, e queria tanto. E eu a entendo, porque através do sonho a pessoa que se foi nos faz uma visita. Pode até ser uma visita aflitiva, mas a pessoa está de novo ali, ela está interagindo, ela está sorrindo, ou está calada, ou está dançando, ou escapando de nossas mãos, mas ela está acontecendo em tempo real, que é o período em que estamos dormindo, e que faz parte da vida, e não da morte. De vez em quando sonho com minha avó e sempre acordo animada por ela ter encontrado esse meio de me dar um alô, de me fazer recordá-la. Observo seu jeito, ouço sua voz e penso: quem roteirizou esse sonho? De onde vieram suas palavras para mim? A resposta lógica: meu inconsciente falou através dela, só que isso tira todo o encanto da cena. Prefiro acreditar que ela é que esteve no comando da sua aparição, me dizendo o que tinha para dizer, nem que fosse uma frasezinha à toa. Um colega de trabalho falecido há 20 anos num acidente de carro também já me apareceu em sonhos algumas vezes, e quando isso acontece acordo com a sensação de que morte, mesmo, é esquecimento: enquanto eu abrir as portas do sonho para ele entrar, meu amigo seguirá existindo. Nesse feriado de Finados, o que se pode desejar para os inúmeros saudosos de mães, de maridos, de netos? Que os sonhos abracem a todos. Como vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença? Através do sonhoA saudade não tem nada de trivial. Interfere em nossa vida de um modo às vezes sereno, às vezes não. É um sentimento bem-vindo, pois confirma o valor de quem é ou foi importante para nós, e é ao mesmo tempo um sentimento incômodo, porque acusa a ausência, e os ausentes sempre nos doem.Por sorte, é relativamente fácil exterminar a saudade de quase tudo e de quase todos, simplesmente pegando o telefone e ouvindo a voz de quem nos faz falta, ou indo ao encontro dessa pessoa. Ou daquele lugar que ficou na memória: uma cidade, uma antiga casa. Podemos eliminar muitas saudades, enquanto outras vão surgindo. A saudade do gosto de uma comida, de um cheiro do passado, de um abraço. Há muitas saudades possíveis de se conviver e possíveis de matar. A única saudade que não se mata é a de quem morreu. Matar, morrer. Que verbos macabros para se falar de nostalgia. Já ouvi vários relatos sobre a saudade que se sente de um pai, de um avô, de um filho, de uma amiga, dos afetos que nos deixaram cedo demais - sempre é cedo para partir, não importa a idade de quem se foi. Ficam as cenas guardadas na lembrança, mas elas se esvanecem, recordações são sempre abstratas. De concreto, palpável, tem-se as fotos e as imagens de gravações caseiras, mas de tanto vê-las, já não vemos. Já a sabemos de cor. Não há o rosto com uma expressão nova, a surpresa de um gesto inusitado. Como, então, vencer a saudade com algo que seja mais parecido com presença? Através do sonho.Uma mãe que perdeu seu filho quatro anos atrás me conta que todos em casa sonham com ele, menos ela. Para sua infelicidade, ela não tem controle sobre isso, simplesmente não recebe essa bênção, e queria tanto. E eu a entendo, porque através do sonho a pessoa que se foi nos faz uma visita. Pode até ser uma visita aflitiva, mas a pessoa está de novo ali, ela está interagindo, ela está sorrindo, ou está calada, ou está dançando, ou escapando de nossas mãos, mas ela está acontecendo em tempo real, que é o período em que estamos dormindo, e que faz parte da vida, e não da morte. De vez em quando sonho com minha avó e sempre acordo animada por ela ter encontrado esse meio de me dar um alô, de me fazer recordá-la. Observo seu jeito, ouço sua voz e penso: quem roteirizou esse sonho? De onde vieram suas palavras para mim? A resposta lógica: meu inconsciente falou através dela, só que isso tira todo o encanto da cena. Prefiro acreditar que ela é que esteve no comando da sua aparição, me dizendo o que tinha para dizer, nem que fosse uma frasezinha à toa. Um colega de trabalho falecido há 20 anos num acidente de carro também já me apareceu em sonhos algumas vezes, e quando isso acontece acordo com a sensação de que morte, mesmo, é esquecimento: enquanto eu abrir as portas do sonho para ele entrar, meu amigo seguirá existindo. Nesse feriado de Finados, o que se pode desejar para os inúmeros saudosos de mães, de maridos, de netos? Que os sonhos abracem a todos.

A vida/ Viviane Mosé

A vida é uma luta cercada de água clara e peixes
A vida é uma terra seca habitada por vitórias régias e borboletas azuis
A vida é uma ladeira escura fincada em uma montanha verde aberta pro céu
A vida não dá pausa nem muito tempo pra descanso
A vida é o remanso de um rio tortuoso e largo
A vida é um tornado um torpedo um segredo estranho
Um enigma que não me deixa dormir em paz.
Na vida não há paz senão mar tortuoso e alegria
A vida é um mar de alegria e susto e maremoto em ilhas tropicais
A vida é uma matilha de temporais sujeita a sol entre as nuvens
Em fins de tarde vermelhas como pitangas e lábios.
A vida é vermelha como os livros expostos
nos corpos que se deleitam em letras

Viviane Mosé/ O amor

"O amor é o solitário do balcão, a retirar vagaroso o rótulo úmido da garrafa porque não pode despir sua mulher. Fica delirando em braile.Aprende inglês com as moscas. Joga dama com os cascos. Reza dez ave-marias para cada pai-nosso.Descobre que o terço é feminista. A cada vez que pensa em si, pensa dez vezes no corpo dela. Não se limpa um amor no banheiro. Limpa-se com as mangas da camisa na frente de todos. O amor é a boca assoando.O amor não pede a conta na mesa, é a conta. Não há amor se você não for o último cliente. O último a sair é que está realmente amando."

20/10/2008

Fernando Pessoa/ Alague seu coração

Alague seu coração de esperanças. Mas não se afogue nelas.

Viver não dói/ Carlos Drummond de Andrade

"A cada dia que vivo,
mais me convenço de que
o desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-nos do sofrimento,
perdemos também a felicidade.
A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional."

Pra que serve um amigo?- Martha Medeiros

Para que serve um amigo? Para rachar a gasolina, emprestar a prancha, recomendar um disco, dar carona pra festa, passar cola, caminhar no shopping, segurar a barra. Todas as alternativas estão corretas, porém isso não basta para guardar um amigo do lado esquerdo do peito. Milan Kundera, escritor tcheco, escreveu em seu último livro, "A Identidade", que a amizade é indispensável para o bom funcionamento da memória e para a integridade do próprio eu. Chama os amigos de testemunhas do passado e diz que eles são nosso espelho, que através deles podemos nos olhar. Vai além: diz que toda amizade é uma aliança contra a adversidade, aliança sem a qual o ser humano ficaria desarmado contra seus inimigos. Verdade verdadeira. Amigos recentes custam a perceber essa aliança, não valorizam ainda o que está sendo contruído. São amizades não testadas pelo tempo, não se sabe se enfrentarão com solidez as tempestades ou se serão varridos numa chuva de verão. Veremos. Um amigo não racha apenas a gasolina: racha lembranças, crises de choro, experiências. Racha a culpa, racha segredos. Um amigo não empresta apenas a prancha. Empresta o verbo, empresta o ombro, empresta o tempo, empresta o calor e a jaqueta. Um amigo não recomenda apenas um disco. Recomenda cautela, recomenda um emprego, recomenda um país. Um amigo não dá carona apenas pra festa. Te leva pro mundo dele, e topa conhecer o teu. Um amigo não passa apenas cola. Passa contigo um aperto, passa junto o reveillon. Um amigo não caminha apenas no shopping. Anda em silêncio na dor, entra contigo em campo, sai do fracasso ao teu lado. Um amigo não segura a barra, apenas. Segura a mão, a ausência, segura uma confissão, segura o tranco, o palavrão, segura o elevador. Duas dúzias de amigos assim ninguém tem. Se tiver um, amém.

17/10/2008

Cada pedaço de mim/ Clarice Lispector

"Cada pedaço de mim sabe o inferno que é ser sol em noites de chuva,
ser cor nos cinzas dos edifícios,
ser luz na escuridão das manhãs.
Cada todo de ti sabe a delícia que é ser flor nas asas do vento,
ser cristal nos olhos das fadas,
ser azul no fundo do mar.
Cada suspiro de nós sabe a angústia que é ser só um na multidão dos dias,
ser muito na pobreza da esquina,
ser ninguém na roda da vida.
Enquanto isso os relógios se vão,
e vêem aqueles que sabem o que é apenas ser na ausência do nada".

Você só não voa/ Clarice Lispector/ Frase

"Você só não voa porque não quer, e quando se senta numa pedra é porque em vez de voar sentou-se."

Frase /destino/ Martha Medeiros

"O đєstiησ đєciđє qµєм єηtrα ηα мiηhα viđα, мiηhα αtitµđє đєciđє qµєм ficα."

Oscar Wilde/ Amigos

Escolho meus amigos, não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espíritos, nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero respostas, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e aguentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho os meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
Mas, lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos, nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice.
Crianças para que ñ esqueçam o valor do vento no rosto, e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que:
"Normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril.

O auto-retrato / Mario Quintana

No retrato que me faço
- traço a traço -
às vezes me pinto nuvem,
às vezes me pinto árvore...
às vezes me pinto coisas
de que nem há mais lembrança...
ou coisas que não existem
mas que um dia existirão...
e, desta lida, em que busco
- pouco a pouco -
minha eterna semelhança,
no final, que restará?
Um desenho de criança...
Corrigido por um louco!

Nєlsση Rσđrigµєs/ Sєjα iηtєrєssαηtє

...Nα "мµlhєr iηtєrєssαηtє",
α bєlєzα é sєcµηđάriα,
irrєlєvαηtє є мєsмσ, iηđєsєjάvєl.
A bєlєzα iηtєrєssα ησs þriмєirσs qµiηzє điαs;
є мσrrє, єм sєgµiđα,
ηµм iηsµþσrtάvєl téđiσ visµαl.
Erα þrєcisσ qµє αlgµéм fσssє, đє мµlhєr єм мµlhєr, αηµηciαηđσ:
- "Sєr bσηitα ηãσ iηtєrєssα. Sєjα iηtєrєssαηtє!"

Clarice Lispector/ Eu Exagerada /Fragmento

'Exagerada toda a vida: minhas paixões são ardentes; minhas dores de cotovelo, de querer morrer; louca do tipo desvairada; briguenta de tô de mal pra sempre; durmo treze horas seguidas; meus amigos são semi-irmãos; meus amores são sempre eternos e meus dramas, mexicanos!'

Canção para um Desencontro/ Lya Luft

Deixa-me errar alguma vez,
porque também sou isso: incerta e dura,
e ansiosa de não te perder agora que entrevejo um horizonte.
Deixa-me errar e me compreende
porque se faço mal é por querer-te
desta maneira tola, e tonta, eternamente
recomeçando a cada dia como num descobrimento
dos teus territórios de carne e sonho, dos teus
desvãos de música ou vôo, teus sótãos e porões
e dessa escadaria de tua alma.
Deixa-me errar mas não me soltes
para que eu não me perca
deste tênue fio de alegria
dos sustos do amor que se repetem
enquanto houver entre nós essa magia.

Dias coloridos / Autor desconhecido

"Não tenho culpa se meus dias têm nascido completamente coloridos.
Simplesmente quando acordo decido que quero ser feliz,
mas alguns ainda cismam em querer borrar minhas cores.
Muito menos tenho culpa se o meu sorriso é verdadeiro,
espontâneo e acontece por motivos bobos, mas especiais para mim.
Não tenho culpa se meus passos nem sempre são firmes.
Eu não sou perfeita.
Eu tropeço e caio de vez em quando, na verdade, caio bastante e isso não me machuca.
Tenho certeza que a cada tombo eu consigo levantar sempre mais forte do que antes.
Meus olhos tem tido um brilho bem mudado ultimamente.
– E se têm!
- Eles brilham diferente e intensamente a cada dia.
Tenho bastante lápis de cor e várias pessoas com bastante deles também com quem pintar juntos.
Pra quem quiser pintar um pouco mais de alegria na vida,
empresto mais que prontamente os meus,
basta me chamar e vou ao seu encontro!
Empresto.
Mas, por favor,
Não tentem borrar os meus dias.
Eles já estão ótimos pintados da cor que estão...''

16/10/2008

Anjos Caninos/ Autor desconhecido

Existem pessoas que não gostam de cães,
Estas, com certeza, Nunca tiveram em sua vida Um amigo de quatro patas Ou, se tiveram, Nunca olharam dentro daqueles olhos Para perceber quem estava ali. Um cão é um anjo Que vem ao mundo ensinar amor. Quem mais pode dar amor incondicional, Amizade sem pedir nada em troca, Afeição sem esperar retorno, Proteção sem ganhar nada, Fidelidade vinte e quatro horas por dia? Ah, não me venham com essa De que os pais fazem isso, Porque os pais são humanos E quando os agredimos Eles ficam irritados e se afastam... Um cão não se afasta Mesmo quando você o agride, Ele retorna cabisbaixo Pedindo desculpas por algo que talvez não fez Lambendo suas mãos a suplicar perdão. Alguns anjos não possuem asas, Possuem quatro patas, um corpo peludo, Nariz de bolinha, orelhas de atenção, Olhar de aflição e carência. Apesar dessa aparência, São tão anjos quanto os outros (aqueles com asas) E se dedicam aos seus humanos tanto quanto Qualquer anjo costuma dedicar-se. Às vezes um humano veste a capa de anjo E sai pelas ruas a catar alguns anjos abandonados à própria sorte, E lhes cura as feridas, alimenta, abriga Só para ter a sensação de haver ajudado um anjo... Deus quando nos fez humanos Sabia que precisaríamos de guardiões materiais Que nos tirasse do corpo as aflições dos sentidos E nos permitissem sobreviver a cada dia Com quase nada Além do olhar e da lambida de um cão... Que bom seria se todos os humanos Pudessem ver a humanidade perfeita de um cão!

Alma Gêmea/ Elizabeth Gilbert

"As pessoas acham que alma gêmea é o encaixe perfeito,
mas a verdadeira alma gêmea é um espelho,
a pessoa que mostra tudo que está prendendo você,
a pessoa que chama atenção para você mesmo para que você possa mudar sua vida.

Uma verdadeira alma gêmea é provavelmente a pessoa mais importante que você vai conhecer,

porque elas derrubam suas paredes e te acordam com um tapa.

Mas viver com uma alma gêmea para sempre?
Não. Dói demais.

As almas gêmeas só entram na sua vida para revelar a você uma outra camada de você mesmo,

e depois vão embora".

Carlos Drummond de Andrade / Frase / Amar uma pessoa

" Há vários motivos para não se amar uma pessoa e um só para amá-la."

15/10/2008

Florescer / Lya Luft / Frase

'A vida pode florescer
numa existência inteira.
Mas tem de ser buscada,
tem de ser conquistada.'

Lya Luft/ Todos esses anjos.

Todos esses anjos que à noite
agitam cortinas e sussurram frases
que temes entender: se te tomarem nos braços
se te beijarem na boca,
se te entrarem no corpo,
não te darão certeza de que morrer, viver,
são igualmente suaves e difíceis
loucos e sensatos , e urgentíssimos?
Poderás enfim amar, rendendo-te aquilo
que te aflora com suas asas,
te chama com suas vozes,
te vara constantemente com essa luz,
essa dor.